Uma batalha após a outra

reflexões sobre a Operação Mulher Segura do MJSP e a violência de gênero

Autores

  • Ana Luiza Nogueira de Araújo UFAL
  • Juliana de Angelis Carvalho Drachenberg
  • Cláudia Dematté
  • Silvana Soeiro de Castro

Palavras-chave:

memória discursiva; feminismo; Operação Mulher Segura e Segurança Pública; violência de gênero.

Resumo

Através do presente texto, busca-se analisar os indicadores da Operação Mulher Segura, desencadeada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública - MJSP, e sua repercussão nos (aumentos de) registros de boletins de ocorrência de crimes de violência doméstica e familiar, através da coleta de dados obtidos pelos setores de estatística e análise criminal das Secretarias de Segurança Pública estaduais. As reiteradas prisões de agressores têm repercutido em outros indicadores de violência de gênero? Ao mesmo tempo em que há uma culpabilização da conduta da vítima, também o papel da polícia pode ser revelador/transformador, como no caso do impulso para a denúncia de violência de gênero em sede policial após desencadeamento exitoso de operação policial específica. Sabe-se que as relações de poder entre homens e mulheres são patriarcais e desiguais, com os corpos trazendo discursos que permeiam diversas searas, jurídicas, políticas e econômicas. Com a premissa da existência de questões discursivas movendo a construção de sentidos na sociedade e em face da fundamentação teórica da compreensão de discurso como efeito de sentidos entre interlocutores, abre-se espaço para o desenvolvimento da análise correspondente à relação entre Segurança Pública, discurso e violência de gênero.

Biografia do Autor

  • Ana Luiza Nogueira de Araújo, UFAL

    Delegada da Polícia Civil de Alagoas. Doutora em Linguística e Literatura e mestra em Direito Público pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

  • Juliana de Angelis Carvalho Drachenberg

    Delegada da Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC) e assessora especial de Políticas Públicas. Atua nas políticas institucionais de proteção a grupos vulneráveis e na coordenação de ações de enfrentamento à violência contra a mulher, entre elas o Programa Bem-Me-Quer.

  • Cláudia Dematté

    Delegada da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-Deam) e coordenadora estadual operacional das ações nacionais envolvendo grupos vulneráveis. É gestora do projeto “Homem que é Homem” e atua no desenvolvimento de políticas de enfrentamento à violência de gênero.

  • Silvana Soeiro de Castro

    Delegada da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), com atuação em Linhares nas áreas de proteção às mulheres, crianças, adolescentes e pessoas idosas. Possui experiência na investigação e no enfrentamento de violências contra esses públicos.

Referências

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Publicado

31-08-2026

Como Citar

Uma batalha após a outra: reflexões sobre a Operação Mulher Segura do MJSP e a violência de gênero. Revista do Sistema Único de Segurança Pública, Brasília, Brasil, v. 7, n. 1, p. 11–26, 2026. Disponível em: https://revistasusp.mj.gov.br/susp/index.php/revistasusp/article/view/1338. Acesso em: 17 out. 2026.

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