Violência no namoro entre adolescentes
uma revisão da ação educativa “PC por Elas” desenvolvida pela Polícia Civil nas escolas de Santa Catarina
Palavras-chave:
violência de gênero; namoro na adolescência; ação educativa; polícia civil; “PC por Elas nas escolas”; grupos reflexivos; políticas preventivas.Resumo
A violência no namoro entre adolescentes constitui relevante problema de saúde pública e de segurança pública, especialmente diante da persistência das desigualdades de gênero e da reprodução de padrões relacionais violentos desde a adolescência. Diante desse cenário, faz-se necessária a existência de ferramentas metodológicas voltadas à prevenção da violência no namoro, especialmente por meio de grupos reflexivos realizados em escolas. Assim, o presente estudo tem por objetivo revisar a ação educativa “PC por Elas nas Escolas”, desenvolvida pela Polícia Civil de Santa Catarina, para a análise e a avaliação de alguns pontos do projeto de intervenção escolar, com perspectiva de sugerir complementações e ajustes em seu escopo. Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, desenvolvida mediante pesquisa bibliográfica e análise documental de materiais institucionais, notícias oficiais e produção científica relacionada ao projeto. Os resultados evidenciam a relevância do projeto da Polícia Civil de Santa Catarina e da atuação preventiva no ambiente escolar, especialmente pela utilização de grupos reflexivos como estratégia de problematização das desigualdades de gênero, dos relacionamentos abusivos e das masculinidades hegemônicas. Identificou-se, contudo, fragilidade na sistematização das ações do “PC por Elas”, ausência de indicadores de avaliação, limitação de registros públicos e inexistência de dados consolidados sobre o alcance e a efetividade do projeto. Conclui-se, portanto, que o projeto apresenta potencial significativo como política preventiva de enfrentamento à violência no namoro entre adolescentes, demandando ampliação de conteúdo e aprimoramentos metodológicos que visem fortalecer sua sustentabilidade institucional e efetividade enquanto política preventiva de enfrentamento à violência de gênero.
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