Desigualdade de gênero e os desafios da carreira militar

a perspectiva das mulheres policiais militares do Distrito Federal

Autores

  • Rebeca Lopes da Silva Brito Universidade de Brasília
  • Maria Cláudia Santos Lopes de Oliveira Universidade de Brasília image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.56081/4zxapa84

Palavras-chave:

Polícia Militar, mulheres, gênero, cultura organizacional, desenvolvimento profissional

Resumo

Este artigo apresenta um estudo qualitativo inserido no campo da Psicologia do Desenvolvimento, que investiga os processos de significação construídos por mulheres policiais militares do Distrito Federal em relação aos valores institucionais da corporação. O objetivo do estudo foi compreender como esses processos incidem sobre as trajetórias profissionais e os percursos de desenvolvimento das participantes. Participaram nove policiais militares, cujas narrativas foram produzidas por meio de entrevistas individuais semiestruturadas e de uma roda de conversa. Os dados foram analisados a partir da análise temática dialógica. Os resultados indicam que o padrão de socialização institucional reproduz normas de gênero que incidem negativamente sobre o reconhecimento profissional das mulheres, contribuindo para a manutenção de estereótipos, preconceitos e desigualdades de gênero. Conclui-se que, embora as participantes atribuam sentidos positivos ao trabalho policial, as dinâmicas institucionais limitam o pleno desenvolvimento profissional feminino, apontando a necessidade de políticas e práticas organizacionais voltadas à promoção da equidade de gênero e à valorização da diversidade no contexto policial militar.

Biografia do Autor

  • Rebeca Lopes da Silva Brito, Universidade de Brasília

    Doutoranda e Mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Escolar pelo Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB). Graduada em Psicologia e em Letras (Português/Inglês), com especialização em Língua Portuguesa. Desenvolve pesquisas na área de desenvolvimento humano, com foco em narrativas autobiográficas, processos de significação e constituição do self em contextos institucionais marcados por desigualdades. Seus estudos abordam o desenvolvimento de mulheres policiais militares, explorando as intersecções entre gênero, maternidade e trabalho, a partir de uma perspectiva crítica, cultural e interseccional. E-mail: rebeca.brito@iscp.edu.br.

  • Maria Cláudia Santos Lopes de Oliveira, Universidade de Brasília

    Professora Titular aposentada do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília e atual Pesquisadora Colaboradora Sênior da mesma universidade. Graduada em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutora em Educação pela mesma instituição. Realizou estágios pós-doutorais na Clark University, nos Estados Unidos, na Universidade Autônoma de Madri, na Espanha, e projeto pós-doutoral na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e na Universidade de Aalborg, na Dinamarca. Desenvolve pesquisas em Psicologia do Desenvolvimento Humano no curso de vida, com ênfase no desenvolvimento social em contextos urbanos, escolares e em instituições do sistema de garantia de direitos, especialmente unidades de atendimento socioeducativo. É membro do LABMIS — Laboratório de Psicologia Cultural, coordenadora do Núcleo de Estudos das Adolescências Contemporâneas (GAIA), membro do GT Psicologia Dialógica da ANPEPP e da Rede SPPREAD International. Foi coordenadora do Programa de Pós-graduação em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde da Universidade de Brasília, presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento e integrante da diretoria da ANPEPP. É autora e organizadora de obras nas áreas de psicologia do desenvolvimento, educação, adolescência, direitos humanos, socioeducação e cultura de paz.

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Publicado

03-07-2026

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Artigos

Como Citar

Desigualdade de gênero e os desafios da carreira militar: a perspectiva das mulheres policiais militares do Distrito Federal. Revista do Sistema Único de Segurança Pública, Brasília, Brasil, v. 6, n. 2, p. 86–113, 2026. DOI: 10.56081/4zxapa84. Disponível em: https://revistasusp.mj.gov.br/susp/index.php/revistasusp/article/view/1153. Acesso em: 4 jul. 2026.

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